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| Boletim Informativo da
Associação Científica Campo Psicanalítico e do Fórum do Campo Lacaniano na Bahia Ano II Nº 7 - Maio de 2001 |
O Campo Psicanalítico inaugurou suas atividades em março com uma programação cujo eixo central é o tema " O Saber do Psicanalista". A programação de 2001 foi organizada privilegiando o Seminário do Campo Psicanalítico que acontece nas noites de quarta-feira e que se desdobra em quatro momentos objetivando situar, o saber enquanto termo na estrutura discursiva , e que é transmissível no campo da linguagem.Os encontros das quartas desdobram-se em "O Saber do Psicanalista ,comentando as intervenções de Lacan no Hospital Saint-Anne[1971-1972], em o" Saber do Sonho" relendo alguns capítulos do texto de Freud sobre a "Interpretação dos Sonhos" ,em o "Saber do Sintoma" com o auxilio da clínica que nos possibilita uma discussão do geral ,nunca porém perdendo de vista a particularidade que a clínica da psicanálise impõe e finalmente em o "Saber do Outro" quando se estabelece o encontro e debate entre a psicanálise e outros campos do saber . |
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Compõe também o programa o curso Fundamentos da Psicanálise
distribuído em três unidades: "A pulsão" , "O inconsciente" e,
"A transferência" e, o Seminário de membros que este ano se realiza com
"Casos clínicos de Freud e Lacan" e "Psicanálise e Ética. ".Além
desses espaços de transmissão e estudo da psicanálise,o Campo Psicanalítico também
propõe e acolhe o trabalho em cartel . |
programação-de-maio-junho |
- O SEMINÁRIO DO CAMPO PSICANALÍTICO Horário: quartas-feiras das 20 às 22 horas O SABER DO PSICANALISTA O SABER DO SONHO O SABER DO SINTOMA O SABER DO OUTRO |
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CURSO: FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE Horário:sextas-feiras das 17 às 19 horas UNIDADE I-A PULSÃO Coordenação : Ida Freitas Até 11/05 UNIDADE II O INCONSCIENTE Coordenação:Sônia Magalhães 18/05 à 24/08 SEMINÁRIO
DE MEMBROS PSICANÁLISE TÉCNICA E ÉTICA --- FÓRUM DO CAMPO LACANIANO |
debates-do-seminário-do-campo-psicanalítico |
O SABER DO PSICANALISTA O SABER DO SONHO O SABER DO SINTOMA O Seminário do Campo Psicanalítico - o Saber do Outro - foi inaugurado na quarta-feira, 28 de marco passado, com a intervenção de Carlos Pinto Corrêa, do Círculo Psicanalítico da Bahia, sob o título de "Um lugar sem Pai, a subversão da Instituição Psicanalítica". A exposição tratou de uma nova forma de organizar a instituição psicanalítica, o que, do ponto de vista prático, significa a reforma que o Círculo da Bahia vem implementando nos últimos dois anos e meio e, do ponto de vista teórico, significa uma nova forma de instituir, baseada em reflexões sobre a instituição fundada por Freud (1910-1939), cuja presença institucional representava a figura do Pai, passando por Caruso até Lacan. Uma reflexão sobre o modo de difusão e transmissão da psicanálise e do reconhecimento do psicanalista que procura evitar a identificação ao significante mestre: freudiano, kleiniano, carusiano, lacaniano, etc. O autor apontou claramente que o impasse da instituição psicanalítica se situa a partir do momento em que o sistema jurídico - estatutos, regimentos, etc. - domina o sistema analítico - autorização, transmissão, etc. Ele se perguntou que efeitos têm os regulamentos sobre o psicanalista e chegou a afirmar que há crise em uma instituição psicanalítica toda vez que se apela ao jurídico. Acrescentou que é preciso se libertar do modelo jurídico, ou reduzi-lo ao mínimo necessário, porque os regulamentos só servem ao governo jamais aos governados. Donde, propõe o autor, ou bem se escolhe um modelo repressivo ou bem se escolhe um modelo analítico de instituir os psicanalistas. No intertítulo - Em Nome do Pai - Carlos Pinto tratou de demonstrar que a teoria do trauma, em Freud, atravessou de um primeiro modelo identificatório a um segundo modelo - o da teoria da repetição - no qual o Pai é falível. Considera um reducionismo conformista pensar a instituição psicanalítica conforme o modelo da horda primeva. Ele chegou a afirmar, o que atraiu demasiadamente nossa atenção, que o Pai da horda não é um sujeito, mas o Cogito, isto é, um Deus ou um Pai Real. Em vez de confundir o Fundador com o Pai da horda seria preferível apreendê-lo como da ordem do Real. A instituição psicanalítica concebida pelo autor deve ser "um lugar sem Pai" e obedecer a uma topologia de nó de borromeo que consista de três espaços: um espaço formal, ou seja, relativo ao jurídico e ao administrativo que não deve ser de modo nenhum o espaço dominante; um espaço de transmissão, no qual se deve organizar os meios de transmissão do saber do psicanalista aos candidatos e um espaço de criação e produção, destinado a recolher e difundir a produção dos analistas. Por fim, o autor ainda se perguntou em que discurso, dentre os quatro discursos de Lacan, poderia consistir a instituição psicanalítica. Evita fazê-la consistir do discurso do mestre, este que tem por escolho a impossibilidade de governar, também evita tomar consistência do discurso da universidade, dada a impossibilidade de educar, considera também impossível fazer a instituição psicanalítica tomar consistência do discurso do analista, no qual só se pode situar o lugar de um semblante ancorado na suposição de saber ao sujeito do inconsciente e dado que se trata da transmissão de um saber exposto, lhe restou levantar a hipótese de que sendo o discurso histérico o mais transmissível, o mais próximo do real do discurso da ciência, este poderia ser o discurso no qual a transmissão do saber do psicanalista poderia consistir. Do ponto de vista pragmático, uma instituição psicanalítica concebida como tal, admite uma só classe de membros, um comitê dirigente e uma assembléia que atenda ao principio do debate permanente em lugar do principio da dissolução. É um modelo de instituição que não deve valorizar a posta em discussão dos sintomas dos membros e não deve ser demasiado padronizada. |
um-cartel-por que ? |
Comentário de Jairo Gerbase sobre uma das três questões que Lacan propõe acerca do cartel, na aula de 15 de abril de 1975 do Seminário RSI 1] Por que foi que coloquei bem precisamente que
um cartel parte de três mais uma pessoa, o que, em princípio, faz quatro, e que dei,
como máximo, cinco, graças ao que faz seis. Quer isso dizer que eu penso que, como o nó
borromeano, há três que devem incarnar o Simbólico, o Imaginário e o Real?
No
sistema de números, o 0 é o elemento neutro e o 1 é o elemento gerador: [0+ 0 = 0] [1+
1 = 2]. |
fórum-do-campo-lacaniano |
Retomando os trabalhos do Fórum do Campo Lacaniano na Bahia, tivemos uma
primeira reunião sobre o tema proposto para este ano: |
MEMBROS Alda Menezes-2485657-91266657- cpalda@uol.com.br |
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ASSOCIAÇÃO CIENTÍFICA CAMPO PSICANALÍTICO E FÓRUM DO CAMPO LACANIANO NA BAHIA Avenida
Reitor Miguel Calmon 1210-Centro médico do Vale Sala
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