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Boletim Informativo da Associação Científica Campo Psicanalítico e do Fórum do Campo Lacaniano na Bahia
Ano II  Nº 7 -  Maio de 2001

O Campo Psicanalítico inaugurou suas atividades em março com uma programação cujo eixo central é o tema " O Saber do Psicanalista". A programação de 2001 foi organizada privilegiando o Seminário do Campo Psicanalítico que acontece nas noites de quarta-feira e que se desdobra em quatro momentos objetivando situar, o saber enquanto termo na estrutura discursiva , e que é transmissível no campo da linguagem.Os encontros das quartas desdobram-se em "O Saber do Psicanalista ,comentando as intervenções de Lacan no Hospital Saint-Anne[1971-1972], em o" Saber do Sonho" relendo alguns capítulos do texto de Freud sobre a "Interpretação dos Sonhos" ,em o "Saber do Sintoma" com o auxilio da clínica que nos possibilita uma discussão do geral ,nunca porém perdendo de vista a particularidade que a clínica da psicanálise impõe e finalmente em o "Saber do Outro" quando se estabelece o encontro e debate entre a psicanálise e outros campos do saber .

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Compõe também o programa o curso Fundamentos da Psicanálise distribuído em três unidades: "A pulsão" , "O inconsciente" e, "A transferência" e, o Seminário de membros que este ano se realiza com "Casos clínicos de Freud e Lacan" e "Psicanálise e Ética. ".Além desses espaços de transmissão e estudo da psicanálise,o Campo Psicanalítico também propõe e acolhe o trabalho em cartel .
Furo7 traz a programação de abril e maio assim como uma sinopse dos debates realizados até aqui no Seminário do Campo Psicanalítico .
Não poderíamos deixar de mencionar e homenagear o centenário de nascimento de Lacan (13/04/1901) ,cujo ensino permitiu a seus contemporâneos e sucessores entender com maior clareza a descoberta pensamento freudiano.

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- O SEMINÁRIO DO CAMPO PSICANALÍTICO
Horário: quartas-feiras das 20 às 22 horas

O SABER DO PSICANALISTA
Comentário das intervenções de Lacan no Hospital Saint-Anne[1971-1972]
Coordenação : Jairo Gerbase
04/04-Intervenção de 04/11/71-Jairo Gerbase
02/05-Intervenção de 02/12/71-Sônia Magalhães

O SABER DO SONHO
Pesquisa sobre o saber em "A interpretação dos sonhos " de Freud.
Coordenação:Fátima Pereira
11/04-O método de interpretação dos sonhos,vol.IV,cap.II-Fátima Pereira
09/05-Sonhos embaraçosos de estar despido,vol.IV,cap.V,[D()]-José Antonio P.da Silva

O SABER DO SINTOMA
Debate sobre a clínica psicanalítica
Coordenação:José Antônio Pereira da Silva
18/04-Depressão:rejeição do inconsciente-Amélia Almeida
16/05-Somatização:cisalhamento do corpo-Ida Freitas

O SABER DO OUTRO
Interconexão com outros saberes científicos
Coordenação : Sônia Magalhães
25/04-A metáfora do campo científico-Naomar de Almeida
23/05-Um olhar sobre a retórica-Maria José Campos Rocha

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CURSO: FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE
Horário:sextas-feiras das 17 às 19 horas
UNIDADE I-A PULSÃO
Coordenação : Ida Freitas
Até 11/05
UNIDADE II O INCONSCIENTE
Coordenação:Sônia Magalhães
18/05 à 24/08

SEMINÁRIO DE MEMBROS
CASOS CLÍNICOS DE FREUD E LACAN
Coordenação : José Antonio Pereira da Silva
Horário:3ªfeira às 20 horas
O Homem dos Ratos:metáfora paterna,obsessão;O Homem dos Lobos:cena primária ,foraclusão,obsessão e paranóia.

PSICANÁLISE TÉCNICA E ÉTICA
Coordenação:Sônia Magalhães
Horário:quinta-feira às 19 horas
Contra-transferência.O desejo do analista. Resistência do analista;censura do discurso.O romance familiar.Interpretação:enunciado e enunciação;dito e dizer;enigma e citação.

--- FÓRUM DO CAMPO LACANIANO
Tema-EM QUE LUGAR A PSICANÁLISE É TRANSMISSÍVEL
Coordenação;Fátima Pereira
Horário:última segunda-feira de cada mês às 20 horas.


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O SABER DO PSICANALISTA
NHRS

Do nosso comentário da aula de 04 de novembro de 1971 com a qual Lacan abre suas entrevistas no Hospital de Santana sobre o Saber do Psicanalista extraímos esse fragmento sobre a tese principal da psicanálise - Não Há Relação Sexual.
Freud evoca o soma e o germe para dizer a seu modo que Não Há Relação Sexual.. Relação não é a boa palavra. O problema é que o real não se escreve. Há reprodução sexuada mas isso não é relação. A tese de Lacan é: NHRS; a antítese da Igreja é: há relação na reprodução da vida; a síntese não há a menos que seja o instinto de morte, o fato de que não há gozo senão de morrer.
Não há síntese senão na morte, me faz lembrar Rorty, que disse que para Freud toda a vida humana é a elaboração de uma complicada fantasia pessoal e, ao mesmo tempo, da lembrança de que nenhuma elaboração se conclui antes que a morte a interrompa. Não pode ser completada por que não há nada a ser completado; só há uma trama de relações por voltar a urdir; uma trama que o tempo prolonga a cada dia.
Para o discurso religioso há reprodução sexuada, mas isso não tem nada a ver com o real. NHRS porque o gozo do corpo se perde. Considere-se o caso do gozo fálico: o falo é um significado de um significante sempre evanescente e por isso o gozo do corpo do homem e da mulher é impossível. A noção de sexualidade implica isso. A sexualidade está no centro de tudo que se passa no inconsciente, porém escrita como falta, como um ponto de miragem, como se pode notar nas diferentes formas de fracasso que constituem a castração no caso do gozo masculino, a divisão no caso do gozo feminino.
Dito de outra maneira, tudo a que o gozo conduz não tem nada a ver com a cópula, esse modo até aqui usual de exercitar a reprodução da vida, mas que pode vir a ser prescindido em um futuro próximo, quando a reprodução da vida não mais depender da cópula, porém da célula, do DNA, quando tivermos compreendido que os problemas de consciência são problemas de gozo, ou seja, NHRS quer dizer que a cópula serve aos fins do gozo , jamais absoluto, sempre falho: tese da psicanálise. HRS, por sua vez, quer dizer que a cópula serve aos fins da reprodução da vida: antítese da religião. Dois modos opostos de tratar a relação saber/verdade.

Começamos a vislumbrar minimamente a relação saber/verdade, De acordo com a razão cartesiana, essa que o discurso universitário segue, a verdade é o natural. Nesse discurso, o natural é o uniforme do saber, isto é, o saber se veste de natural. A idéia de natureza é a insígnia do discurso universitário. Essa insígnia nem vai desaparecer nem temos outra para colocar em seu lugar. Por isso dizemos que ainda não alcançamos a razão freudiana, esta que suporta o discurso analítico, porque neste a insígnia do saber não é nem a natureza nem a cultura, da qual a natureza é um fruto, na medida em que a noção de natureza só se escreve no campo da linguagem. Talvez se posa dizer que a insígnia do saber do psicanalista seja: não a cultura, em oposição à natureza, mas o gozo.

O SABER DO SONHO
"A mente dorme?" Esta é uma pergunta que Freud faz no seu texto do início do século passado, A Psicologia dos Processos Oníricos. Ele diz que não, já que podemos encontrar provas de uma função altamente complexa nos pensamentos oníricos. Os procedimentos que a mente utiliza, condensação, deslocamento, para formar os sonhos, podem ser atribuídos não aos sonhos em particular, mas a todas as atividades inconscientes.
Silvana Pessoa, na sua apresentação no dia 14 de março, fez referencia a obra de Todorov, não só para nos mostrar a articulação possível entre a psicanálise e a lingüística, a aproximação dos conceitos de condensação e deslocamento às categorias retóricas como metáfora e metonímia, mas também para nos mostrar que o mecanismo simbólico descrito por Freud nada tem de anormal pois são operações que falam por meio de tropos, figuras de linguagem, onde os sentidos são transpostos, dando margem a ambigüidade, a existência de mais de uma interpretação, estando aí o saber do sonho.
Contrariamente a interpretação simbólica tradicional, onde a chave do símbolo é escolhida arbitrariamente pelo interprete, a psicanálise acredita que o saber do sonho deve ser dado pelo sonhador, pois é através da técnica associativa que se parte do sonho manifesto até chegar ao conteúdo latente. Este é o mérito e a originalidade de Freud pois ele valorizava as associações surgidas no momento em que segue a narrativa do sonho. Por isso, o sonhador deve dizer tudo que os elementos do seu sonho evocam nele, na medida em que a interpretação é da ordem do particular e não do universal.

O SABER DO SINTOMA
Dando início ao Debate sobre a clínica psicanalítica, tivemos no dia 21 de março, a contribuição de Fátima Pereira, , que nos trouxe a elaboração sobre o "Saber do Sintoma" a ansiedade: sucedâneo da interação significante.
Fátima Pereira iniciou sua exposição conceituando o sintoma em duas dimensões, no espaço e no tempo. Esclareceu que o sintoma se constitui a partir de um material espacial – o corpo humano,e de um material.
A partir da apreensão do conceito de sintoma, a palestrante falou sobre o sintoma da ansiedade, tomando-o enquanto um sintoma que se dá no corpo em termos de discurso, um pensamento que insiste, um discurso que repete insistentemente uma idéia, uma frase ou um significante. Daí a definição de ansiedade enquanto algo que se passa no corpo como sucedâneo da repetição, significante.
Na clínica este sintoma é verificado constantemente em sujeitos que tomam frases ou palavras comuns, do cotidiano, e as elevam à categoria de um significante singular. Repetem-no indefinidamente, conduzindo-os a uma ruminação, a uma obsessão constante.
Fátima realizou na sua intervenção o percurso de forma sistemática sobre o histórico do léxico angústia em Freud e Lacan. Na primeira teoria da angústia em Freud, a angústia é considerada como conseqüente do recalque, havendo posteriormente uma inversão de perspectiva na sua segunda teoria, onde a angústia não resulta do recalque, mas ao contrário, o condiciona. Essa inversão da teoria o encaminha a definir o sintoma como um substitutivo de uma satisfação pulsional , como um modo de satisfação substitutiva da pulsão.
Na primeira teoria de Lacan a angústia é o resultado de uma fixação de um significante. Na segunda, que desenvolveu no seminário R.S.I. em 1975, tomou o sintoma como um modo de gozar do inconsciente, e não mais como o resultado do recalque. Lacan define a angústia como um afeto sem objeto. Mas termina propondo ‘a angústia um objeto que não é tangível, que não se pode agarrar, mas tem consistência lógica – o objeto a.
Foi com diversas questões da clínica que Fátima Pereira encerrou sua fala, entre as quais podemos destacar:que a estrutura da frase que provoca a ansiedade é a mesma que provoca a alucinação - uma reversível e a outra irreversível. É preciso trabalhar o caso clínico inicialmente como um caso atípico, verificando a particularidade que leva um sujeito a elevar uma frase à dimensão significante. O psicanalista não toma a frase apenas na sua dimensão retórica, ela a toma na sua dimensão de gozo. Por fim trata da questão da angústia na cura. Ao invés de se falar da cura da angústia, deveria se falar do papel da angústia na transferência. Numa análise o que angústia é o analista, e angustia duplamente, pelo ato, ele ordena a dizer, e pela interpretação, pelo equívoco aponta a presença de algo que o paciente não sabe.

O SABER DO OUTRO
O Seminário do Campo Psicanalítico - o Saber do Outro - foi inaugurado na quarta-feira, 28 de marco passado, com a intervenção de Carlos Pinto Corrêa, do Círculo Psicanalítico da Bahia, sob o título de "Um lugar sem Pai, a subversão da Instituição Psicanalítica".
A exposição tratou de uma nova forma de organizar a instituição psicanalítica, o que, do ponto de vista prático, significa a reforma que o Círculo da Bahia vem implementando nos últimos dois anos e meio e, do ponto de vista teórico, significa uma nova forma de instituir, baseada em reflexões sobre a instituição fundada por Freud (1910-1939), cuja presença institucional representava a figura do Pai, passando por Caruso até Lacan. Uma reflexão sobre o modo de difusão e transmissão da psicanálise e do reconhecimento do psicanalista que procura evitar a identificação ao significante mestre: freudiano, kleiniano, carusiano, lacaniano, etc.
O autor apontou claramente que o impasse da instituição psicanalítica se situa a partir do momento em que o sistema jurídico - estatutos, regimentos, etc. - domina o sistema analítico - autorização, transmissão, etc. Ele se perguntou que efeitos têm os regulamentos sobre o psicanalista e chegou a afirmar que há crise em uma instituição psicanalítica toda vez que se apela ao jurídico. Acrescentou que é preciso se libertar do modelo jurídico, ou reduzi-lo ao mínimo necessário, porque os regulamentos só servem ao governo jamais aos governados. Donde, propõe o autor, ou bem se escolhe um modelo repressivo ou bem se escolhe um modelo analítico de instituir os psicanalistas.
No intertítulo - Em Nome do Pai - Carlos Pinto tratou de demonstrar que a teoria do trauma, em Freud, atravessou de um primeiro modelo identificatório a um segundo modelo - o da teoria da repetição - no qual o Pai é falível. Considera um reducionismo conformista pensar a instituição psicanalítica conforme o modelo da horda primeva. Ele chegou a afirmar, o que atraiu demasiadamente nossa atenção, que o Pai da horda não é um sujeito, mas o Cogito, isto é, um Deus ou um Pai Real. Em vez de confundir o Fundador com o Pai da horda seria preferível apreendê-lo como da ordem do Real.
A instituição psicanalítica concebida pelo autor deve ser "um lugar sem Pai" e obedecer a uma topologia de nó de borromeo que consista de três espaços: um espaço formal, ou seja, relativo ao jurídico e ao administrativo que não deve ser de modo nenhum o espaço dominante; um espaço de transmissão, no qual se deve organizar os meios de transmissão do saber do psicanalista aos candidatos e um espaço de criação e produção, destinado a recolher e difundir a produção dos analistas.
Por fim, o autor ainda se perguntou em que discurso, dentre os quatro discursos de Lacan, poderia consistir a instituição psicanalítica. Evita fazê-la consistir do discurso do mestre, este que tem por escolho a impossibilidade de governar, também evita tomar consistência do discurso da universidade, dada a impossibilidade de educar, considera também impossível fazer a instituição psicanalítica tomar consistência do discurso do analista, no qual só se pode situar o lugar de um semblante ancorado na suposição de saber ao sujeito do inconsciente e dado que se trata da transmissão de um saber exposto, lhe restou levantar a hipótese de que sendo o discurso histérico o mais transmissível, o mais próximo do real do discurso da ciência, este poderia ser o discurso no qual a transmissão do saber do psicanalista poderia consistir.

Do ponto de vista pragmático, uma instituição psicanalítica concebida como tal, admite uma só classe de membros, um comitê dirigente e uma assembléia que atenda ao principio do debate permanente em lugar do principio da dissolução. É um modelo de instituição que não deve valorizar a posta em discussão dos sintomas dos membros e não deve ser demasiado padronizada.


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Comentário de Jairo Gerbase sobre uma das três questões que Lacan propõe acerca do cartel, na aula de 15 de abril de 1975 do Seminário RSI

1] Por que foi que coloquei bem precisamente que um cartel parte de três mais uma pessoa, o que, em princípio, faz quatro, e que dei, como máximo, cinco, graças ao que faz seis. Quer isso dizer que eu penso que, como o nó borromeano, há três que devem incarnar o Simbólico, o Imaginário e o Real?
Para comentar essa pergunta me refiro à intervenção de Soury, no seminário de 17 de janeiro de 1978, que pelo menos explica satisfatoriamente por que se parte de três. Soury começa propondo uma analogia entre o número 0 e a cadeia de dois círculos, e o número 1 e a cadeia de três círculos.

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No sistema de números, o 0 é o elemento neutro e o 1 é o elemento gerador: [0+ 0 = 0] [1+ 1 = 2].
No sistema de cadeias, o 2 é o elemento neutro e o 3 é o elemento gerador: [2 + 2 = 2] [3 + 3 = 4].
Quer dizer, pode-se obter todos os números a partir do número 1 e não se pode obter nenhum número a partir do número 0. Pode-se obter todas as cadeias a partir da cadeia de 3 círculos e não se pode obter nenhuma cadeia a partir da cadeia de 2 círculos. Isso é uma exigência de sistematização que vale para os números e para as cadeias sobretudo borromeanas.
Logo, a operação de enlaçamento das cadeias se comporta como a operação de adição dos números. Na cultura matemática, o número 1 [e a cadeia de 3] é o elemento gerador ou exemplar. o número 0 [e a cadeia de 2] é o elemento neutro ou degenerado.
Há pelo menos duas razões para se denominar a cadeia de dois círculos de cadeia degenerada. A cadeia de 2 é o elemento neutro do enlaçamento, ou seja, não engendra nada de novo. A cadeia de 2 é a degeneração da propriedade borromeana, ou seja: em um grupo cada elemento é indispensável; quando se retira um elemento o grupo não se sustenta mais; cada elemento sustenta todos os outros; todos os elementos sustentam o grupo; a propriedade borromeana é automaticamente realizada, logo, a cadeia borromeana degenera em dois porque aí não se verifica esta propriedade.
Portanto, parece que os três do cartel se enlaçam como no nó borromeano, e que é por isso que um cartel deve se dissolver quando pelo menos um real se solta, o que corresponde a uma propriedade borromeana. Em outros termos, no cartel assim como no nó borromeano estão em jogo três funções discurssivas enlaçadas de modo borromeano, o que não é a forma ideal de enlace porque a propriedade borromeana implica em que cortando-se qualquer um dos elos o nó se desfaz.


fórum-do-campo-lacaniano

Retomando os trabalhos do Fórum do Campo Lacaniano na Bahia, tivemos uma primeira reunião sobre o tema proposto para este ano:
"Análise da diversidade das organizações psicanalistas existentes - sociedades, associações, escolas, etc."
Através de um saber mais abrangente sobre a diversidade de estruturas das diferentes instituições pretendemos entender melhor os pressupostos conceituais e políticos que darão sustentação e razão à Escola que se aproxima.
Todas essas considerações certamente nos conduzirão a uma questão central neste espaço aberto de discussão:- "Em que lugar a Psicanálise é transmissível?"
Com base em tais reflexões tivemos a oportunidade de participar da comunicação realizada por José Antonio Pereira, que nos trouxe valiosas informações sobre a situação da Psicanálise, em seus desdobramentos institucionais em pelo menos, três instituições de cunho internacional:- A IPA, a AMP e a IFCL.
Sustentado pela idéia de que o debate entre os grupos de psicanálise circula mal entre nós, de que sabemos muito pouco da história do movimento psicanalítico e, por último, que estas informações fazem parte da formação do psicanalista, José Antonio fundamentou sua fala numa pesquisa de grande interesse para todos os presentes
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MEMBROS

Alda Menezes-2485657-91266657- cpalda@uol.com.br
Amélia Almeida-2354123-99690726- cpame@uol.com.br
Angélia Teixeira-2354245-99875043- cpangélia@uol.com.br
Fátima Pereira-2375890-91557988- cpfátima@uol.com.br
Ida Freitas-2452305-91145558- cpida@uol.com.br
Jairo Gerbase-2473874-91347874- cpgerbase@uol.com.br
José Antônio Pereira da Silva- 3717516-99793612- cpjaps@uol.com.br
Myriam Cardoso-2487052-91447887- cpmyriam@uol.com.br
Silvana Pessoa-2353316-99677760- cpsilvana@uol.com.br
Sônia Magalhães-2616330-91217900- cpsonia@uol.com.br

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ASSOCIAÇÃO CIENTÍFICA CAMPO PSICANALÍTICO E FÓRUM DO CAMPO LACANIANO NA BAHIA

Avenida Reitor Miguel Calmon 1210-Centro médico do Vale  Sala 110
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